quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Um ano e muitas lembranças
Um ano, 365 dias se passaram desde aquele 16 de fevereiro de 2011. Após dois anos de sonhos inacabados, lágrimas derramadas e uma dor imensa por não conseguir realizar o desejado, finalmente eu realizei o sonho de conhecer o Tcheco.
Esse sonho se iniciou já no dia em que eu abria a página do Coritiba e fui recepcionada pela manchete: “Alviverde fará estreia no Rio Grande do Sul, contra o Ypiranga”. Naquele momento eu disse, será esse o dia. Quando eu penso nisso, chego à conclusão que uma força maior estava envolvida, afinal eram 64 times na disputa, poderia ser qualquer um dos outros, mas foi logo o Coxa, o Coxa do Tcheco.
Enfim, o grande dia chegou. As lembranças correm vivas dentro de mim, como se tudo tivesse ocorrido ontem. Lembro-me de acordar 7:30 da manhã e não conseguir mais dormir, a ansiedade batia forte. A até minha bicicleta quis brincar comigo ao quebrar justamente em frente ao Colosso da Lagoa pela manhã onde fui apreciar a movimentação de repórter e emissoras de TV. O dia inteiro eu não sabia o que fazer,o relógio parecia correr em passos lentos. Mas tudo passa. Naquele dia eu vesti a camiseta do Grêmio de uma maneira como nunca tinha feito antes, ao sair de casa meus pés davam passos de quem vai à glória e volta com uma história linda para contar.
Minhas emoções estavam mais vivas que nunca, a preocupação insistia em rondar meus pensamentos, mas tudo se esvaiu no momento em que eu entrei no estádio, pude ver de longe aquele sorriso que trouxe tanta alegria minha vida e ser gratificada com um: “Oi Duda, depois eu vou falar contigo tá?”. Nesse momento eu puder ver realente onde estava e que aquilo que eu tanto havia esperado para acontecer estava a alguns momentos de se tornar realidade.
Fim do jogo. Me dirijo ao vestiário, graças, claro ao superintende de futebol do Coritiba, o Felipe Ximenes, que fez o papel de anjo naquele momento. Toda vez que aquela porta abria meu coração fazia menção de sair pela boca, mas então de repente tudo foi confortado pelo abraço que eu tanto tinha esperado para receber. A alegria era tanta que nem as lágrimas saiam mais, a conversa começou a ficar tão boa, eu pedia, contava, ria, fazia o Capitão rir e tudo ficou tão especial.
Eu tinha presentes e mais presentes para entregar, e o Tcheco olhava tudo tão atenciosamente, com tanto carinho e com um sorriso que possui um significado muito grande. Eu estava aonde eu tanto sonhava estar, com a pessoa que eu tanto queria conhecer, foi tudo traçado com traços leves e com uma dose de saudade gigantesca. Tudo isso ninguém pode comprar, nada no mundo é capaz de substituir aquilo que nosso coração deseja e nenhum mal é capaz de chegar de onde há alegria verdadeira. Cada pessoas dá o valor que quer a qualquer coisa e aquele momentos eu nomeio como inesquecíveis.
Maior ainda na hora em que o Tcheco assume a dianteira e me fala: “Como eu saia que você vinha eu pedi pro pessoal do Grêmio mandar uma camiseta do Grêmio pra ti, vou lá buscar tá?”. Aquilo foi realmente muito emocionante pra mim, eu não sabia o que dizer, quando ele chegou com aquela camiseta na qual descrevia um belo Tcheco nas costas, eu só pude transformar minhas palavras em um forte abraço que queria ser infinito.
Infelizmente o tempo estava acabando, mais algumas palavras, algumas fotos e a pessoas que estava tão distante de mim, que me fez transbordar de alegrias com gols, preocupações com as lesões, orgulho com os gestos, estava diante de mim e a minha despedida foi: “Obrigada Tcheco por tudo, você é o melhor ídolo para ter”.
Hoje depois de um ano eu revivi todos os possíveis detalhes dentro de mim, e acredito que nada acontece por acaso, pra tudo se tem um porque e podemos tirar uma lição disso tudo. As pessoas não são iguais, elas não estão em nossa vida por mera coincidência e sim porque temos o que aprender e ensinar com elas. Essa frase de Charlie Chaplin, que eu inclusive li ao Tcheco há um ano trás, dizem muito bem isso:
“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso”
Na vida de cada fã o ídolo desempenha bem esse papel. O Tcheco mesmo sem querer nos faz acreditar que somos capazes, não há limites para um grande coração, os sonhos nos fazem seguir em frente e tornam nossa vida muito mais bonita. Por isso o Capitão é tão especial, pois ele não é um mero jogador que conquista a torcida com gols, vibrações e raça. Muito, além disso, ele toca as pessoas com os gestos e com as atitudes. Cabe a cada um cativar isso, afinal, o essencial é invisível aos olhos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Que legal, Budi! Muito bom isso, de podermos realizar nossos sonhos, nossas metas. Isso torna nossa vida mais plausível. E o Tcheco é um ídolo sem precedentes. Gente boa ao extremo. Muito bacana esse seu post. Muito agradável de ler e acompanhar os momentos de um dos dias mais especiais de sua vida.
ResponderExcluir