Não deu. Não foi dessa vez. Dolorosa fatalidade. Mas só perde quem entra no jogo disposto a tudo para vencer. Ontem e durante toda a Copa do Brasil o Coritiba e principalmente o Tcheco provaram isso. Não foi por falta de raça, empenho ou dedicação. Simplesmente não aconteceu. Seja por falha humana no primeiro jogo, ou injustiça se muitos quiserem adotar o termo. Hoje eu vi em vários lugares, inclusive do presidente do Coxa que o Palmeiras devia se envergonhar do título, concordo e acredito que essa frase diga o mesmo: “Se sofrer uma injustiça, console-se, a verdadeira infelicidade é cometê-la.”
A forma como vocês chegaram à final foi justa, foi pelas próprias forças, pelo trabalho, um dia aqueles que pegaram o atalho certamente irão se perder.
Não interessa se as lágrimas correram mais do que o sorriso, importam as lições de tudo que foi vivido e certeza de que se caminho em passos certos.
Se alguém merecia esse titulo era o Tcheco, no instante em que ouvi o apito final, a primeira imagem que me veio à mente foi seu espírito guerreiro, abatido naquele momento. Instantaneamente desejei estar lá para pode consolá-lo. Mesmo que palavras não possam refazer o passado, ela podem confortar e ajudar a seguir em frete. Levante a cabeça Tcheco. Sorria, mesmo que pareça difícil. Você é um verdadeiro vencedor, os títulos mesmo que não pareçam são apenas um mero nome. A verdadeira vitória está na nossa vida, e se ontem você estava presente naquela batalha é porque você venceu. Venceu intempéries, batalhou e realizou seus sonhos. Dentro de ti existe uma força capaz de mudar o que quiser, basta que lute e aguarde um novo amanhecer, pode acreditar ele virá.
Ao fim do jogo, as câmeras exaltavam a conquista paulista, mas foi inevitável mostrar o semblante abatido no rosto do Capitão. Ele foi o último a deixar o gramado, sentado sozinho no banco de reservas do Couto depois que toda equipe deixou o campo, o Tcheco lamentava ter perdido a chance de um grande titulo:
-Um pouquinho de sorte. Depois que fizemos o gol, era um momento que a gente poderia ter força o suficiente para encurralar o time do Palmeiras. Mas logo em seguida eles fizeram o gol. Tentamos ter força de uma maneira ou de outra, se apegando em coisas que nos motivassem, mas não conseguimos. Parabéns para eles. Não vamos tirar o mérito deles. Que ano que vem a gente possa ter força para estar novamente na final.
Independente se ele parar ou não, o que acredito que isso não acontecerá pelo que seu pai declarou antes do jogo, tudo, tudo mesmo vem valendo a pena, nada que tem seu nome envolvido acontece de qualquer jeito, sempre existe um proposto:
-O coração do Tcheco quer ficar, a cabeça do Tcheco quer ficar. Independente do resultado de hoje, ele vai tomar a decisão certa
Irei cometer uma injstiça são não comentar a lindíssima festa da torcida do Coxa, fanstático o Green Hell, encantou a todos, tanto que na entrada de campo o Tcheco veio com a câmera na mão para registrar tudo. Também grande trabalho da direção do time, que possui um planejamento, vem conquistanto grandes resutados e formando um time sem estrelas mas que juntos formam uma bela constelação.
Para finalizar, perder sempre dói, pode ser uma simples poeira, mas precisa-se dizer que a perda sempre será dolorida. Sentia isso pelo Tcheco e por todos do Coxa, queria a felicidade deles, não a minha. Mas a pesar de tudo restou o orgulha, orgulhosa de todos e uma grande honra de ter um ídolo tão especial e de por causa dele guardar um espaço para o Cortiba no meu coração. A frase de Charles Chaplin talvéz traduza melhor os sentimentos, antes disso fica o recado, jamais deixe de lutar e buscar o que deseja, Tcheco :
“Lute com determinação, abrace a vida com paixão, perca com classe e vença com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante”
O que parecia certo até esses dias, de que após a Copa do Brasil o Tcheco iria encerrar sua carreira, pode não estar tão certo assim. Parece que bateu aquela vontade de continuar.
A princípio a partida de ontem, contra o São Paulo foi sua despedida do Campeonato Brasileiro, a ideia era ele continuar no clube como assessor do Felipe Ximenes, mas o Capitão levantou a dúvida na saída de campo:
- Ainda vou conversar, mas com bastante calma, porque é um momento bem delicado, porque tem jogadores vindo da categoria da base. O elenco está bem formado e é difícil decidir. Conversar com bastante cuidado, porque para o jogador é um momento difícil do jogador
Estou sentindo que a sua vontade ajudar o time vai superar o cansaço e o contrato que acaba essa semana. Suas atuações vêm sendo decisivas para o time e os gols marcados podem ser decisivos para ele bater o martelo e confirmar: vou até o fim do ano.
Todos sabem a dificuldade de um jogador em parar de fazer aquilo que ele mais gosta. Independente se o Tcheco irá parar ou não, existe a certeza que ele está muito focado e determinado para o jogo de quarta. A dificuldade é grande, mas não é impossível para quem sempre lutou em busca de seus sonhos. Da maneira que der o Capitão irá ajudar e irá fazer cada momento extremante importante para que tudo de certo no final:
-Por mais experiente que seja, mais tranquilo que esteja, é difícil pensar que não vai voltar para o gramado. Queremos mobilizar a torcida para a Copa do Brasil, mas a princípio, gente está pensando em parar. Infelizmente o corpo pesa, mas vamos tentar ver como vai ser o jogo. Independente se tiver frio ou quente vamos fazer tudo para conquistar o título.
A derrota quinta foi dura, pesou em mim e com certeza nele também, ainda mais da maneira como tudo ocorreu. Não devia ser assim, mas uma fraquíssima arbitragem se sobrepôs ao futebol. Mas acho que nada acontece por acaso, se eles chegaram duas vezes seguidas em um final não foi por coincidência. Precisamos cair para pode levantar e sei muito bem que o Tcheco é capaz disso. Se eu estou aqui falando isso hoje, é porque ele em varias ocasiões me encantou com a vontade e suas atitudes. Não será diferente quarta-feira, o que é deles está guardado.
Quanto a parar ou não, acho que isso é uma decisão primordialmente dele. Se o Tcheco parar tudo bem, respeito e entendo sua decisão, será difícil com certeza mas uma hora teria que acontecer. Se ele não parar melhor ainda, temos mais seis meses pela frente para ver os olhos brilhando de orgulho e sorrir com seus sorrisos.
São mais dois jogos, apenas dois jogos, mas não serão quais quer um, serão OS jogos. Além de definirem o grande campeão da Copa do Brasil, irão marcar o fim de um ciclo, um ciclo lindo que merece ser fechado com uma grande chave de ouro. A carreira do Tcheco agora tem data marcada para encerrar, dia 11 de Julho, no Couto Pereira ele irá vestir pela última vez o uniforme, calçar as chuteiras e subir pelo túnel pela última vez.
Parece melancólico, contudo é verdade, vai doer e deixar saudades, mas a hora chegou e ela deve ser encarada da melhor forma possível. O Tcheco já tem o caminho para que a parada ocorra naturalmente:
-Eu tento não pensar muito. Mas, de uma forma ou outra, esses lampejos de pensamentos passam pela cabeça. Vou enlouquecer se ficar relembrando o passado
Esse passado merece um grande destaque. A respeito do passado próximo, ele foi como devia ser. Final de semana passado, diante do Atletico-GO o Capitão fez um golaço e se emocionou muito, pode ter sido o último gol e tinha que ser perfeito:
-Passou sim pela minha cabeça. Eu estava louco para fazer o gol e erguer o símbolo do Coritiba. Passa um filme na minha cabeça a cada concentração, cada jogo que faço. Nas escadarias do túnel para o estádio. Infelizmente chega o tempo de parar
O adversário, Palmeiras, satisfez de certa forma a vontade do Tcheco que não queria enfrentar o Grêmio na final, pois não saberia como iria reagir vendo os dois clubes que tanto gosta frente a frente e na qual apenas um sairia com o troféu:
-Foi melhor mesmo, não sei como iria me sentir. Agora vamos tentar algo inédito pro clube, tomara que de tudo certo.
As coisas realmente estão tomando um cunho muito bom, a virada no jogo da volta contra o São Paulo foi espetacular e agora nesses dois jogos que faltam o Coxa e mais ainda o Tcheco merecem muito essa conquista. É a segunda final consecutiva, há mais uma chance para reviver a final e reescrevê-la com o ouro no peito e o Tcheco com a taça na mão.
Não são todos que podem viver isso, me sinto extremamente orgulhosa de ver o Tcheco nesse papel e frente a essa disputa. Meu coração transborda de emoções quando falam no seu nome, nessa final e no fim de carreira, minha torcida será a mais forte possível. Provavelmente ela será a ultima vez que irá ter aquela raça em campo, então que venha o mais forte possível, para que tudo isso se transforme em uma linda estrela brilhante, tão eterna quanto o Tcheco irá se tornar.
Ontem, pra matar a saudades do Tcheco, ele voltou a jogar. Infelizmente o jogo contra o Flamengo só traz essa boa lembrança, porque o resultado não foi animador: uma derrota de 3x1 fora de casa.
O Capitão entrou apenas no segundo tempo, chegou a deixar Everton Costa na cara do gol para empatar a partida, mas ele perdeu. Mais a diante o Flamengo fez o terceiro e fechou o placar.
O Tcheco falou depois da partida sobre sua aposentadoria:
-Eu vou jogar o Campeonato Brasileiro enquanto tiver a Copa do Brasil, tenho contrato até o final de Julho e ainda estou à disposição do Marcelo.
O Coxa ao fim dos jogos de ontem terminou na 11ª colocação somando três pontos.
Agora o foco é o Palmeiras, pela Copa do Brasil, a delegação já viajou hoje para São Paulo onde enfrenta o adversário na quinta-feira.
Se o resultado não foi bom, ao menos se pode comemorar o retorno do Tcheco. Depois da final no Paranaense o Capitão não havia mais jogado. Ontem deu para matar um pouco a saudade de vê-lo jogar, de ver aquele entusiasmo e aquela liderança. É melhor aproveitarmos agora o máximo possível, afinal, depois ficarão as lembranças, as ótimas lembranças.
Os dias estão contados, não se sabe ao certo quantos faltam nem quando será, mas sabe-se que logo o Tcheco irá encerrar sua carreira. Dentro desses dias que se passaram e ele não jogou, parece ser uma amostra do futuro. Parece que quanto menos ele aparece nos jogos e na mídia a distância aumenta. Fico triste de pensar que eu não vou mais abrir a escalação e ver um “Tcheco” em destaque, ou que os gols perderão um pouco do seu sabor. É uma fase depressiva digamos assim.
Ao mesmo tempo em que eu entendo seu lado e respeito suas decisões, eu também tenho vontade de ver o Capitão para sempre dentro de campo, fazendo aquilo que me trouxe tanta alegria.
Infelizmente, isso é algo que não podemos mudar. Vai doer, vai trazer um vazio e vai fazer muita falta. Contudo meu coração carrega uma biblioteca de fatos e memórias lindas, que caracterizam a história desse jogador incrível que eu aprendi a chamar de ídolo.
Dizem que não vivemos do passado, mas acredito que ele foi e sempre será uma grande base para o futuro, assim como uma caixinha que trás os momentos inesquecíveis. Sendo justamente eles que irão trazer o conforto e a certeza que tudo valeu a pena.
O Tcheco não entrou em nossa vida por nada, assim como ele não se tornou jogador por mera escolha, tudo na vida tem um motivo. Da forma como ele deu seu melhor em todos momentos, eu me sinto orgulhosa de ter uma pessoa como ele para admirar.
Independente do que aconteça, o Tcheco me fez acreditar que eu posso lutar pelo que desejo e defender e encher a boca para dizer seu nome.
Nesses momentos que ainda restam de jogos, devemos aproveitar ao máximo sua presença em campo e não deixar pra depois se bater a vontade de chamar, vibrar, gritar ou qualquer que seja o sentimento.
Vai ser difícil parar, mas sabendo que há um passado tão lindo e um presente sendo vivido intensamente, não haverá arrependimentos e, portanto haverá a certeza que tudo aconteceu como deveria ter acontecido.
Ontem o dia teve uma combinação TRI perfeita. O Tcheco conquistou sei TRI campeonato paranaense no Coritiba e o Coritiba conquistou seu TRI campeonato consecutivo. Tudo perfeito e com toda certeza, tudo com muita emoção.
Bastava uma vitória para pendurar a medalha. Na entrada de campo avistei o Tcheco trazendo a braçadeira de capitão no braço, um ótimo sinal. O jogo começou duro e bem cedo veio uma grande preocupação. Após um choque com Zezinho, o Tcheco se machuca e pede para sair. Nesse momento foi tomada por uma onda de preocupação, começou a vir um turbilhão de pensamentos na minha cabeça e um de sinal que tudo poderia estar errado. Cheguei a pensar que seria a última vez que eu viria o Tcheco em campo, comecei a imaginar o que estaria passando na sua cabeça aquele momento, eu sabia o quanto ele queria estar em campo para ajudar e batalhar junto e me senti triste de não poder estar ali para pode fazer algo.
Felizmente foram apenas pensamentos passageiros e logo tomei sua própria história como exemplo e mandei mentalmente inúmeras energias positiva. Seria grande sacanagem saber que ele já fez muita coisas para tudo terminar assim, em um lance.
O jogo seguiu, terminou e o 0x0 continuou. Encaminhava-se uma disputa de pênaltis. Mais uma vez a presença do Capitão em campo era tudo que eu queria. Mas se ele não estava presente no gramado, certamente em alma ele estava. Foram 5 cobranças perfeitas, uma defesa do goleiro Vanderlei e o grito de Tricampeão poderia ser soltado.
Na hora da premiação, a festa corria solta. Ao ver o Tcheco receber sua medalha e abrir aquele sorriso, toda minha preocupação de esvaiu, só havia lugar para alegria e festa. Para erguer o troféu ninguém melhor que o grande capitão desse título, o grande merecedor dessa conquista. Queria aqui parabenizar o Emerson pelas palavras dele na entrevista após o jogo, na qual foi chamado de capitão, e ele humildemente disse que o capitão era o Tcheco e que a braçadeira seria passada para ele na hora de levantar o troféu. Foi uma atitude que me conquistou e mostrou o caráter e coleguismo por parte do zagueiro, que bom que ainda há esse tipo de atitude no mundo do futebol e que ótimo ver que o Tcheco está certado por pessoas nas quais também estão escrevendo histórias tão bonitas.
Depois disso foi alegria geral. Quando eu vi o Capitão tomando a frente para levantar a taça, quando aquele sorriso preencheu a pulsação do estádio eu percebi que assim como minhas energias tinham chego até o Tcheco a sua felicidade também veio ao meu encontro. Não me importava que eu estivesse comemorando o título do Coxa e não do Grêmio, importava que o meu ídolo estava feliz, a emoção tomou conta e tudo ficou registrado meu coração, envolto em um pálio de muito carinho e orgulho.
Esse orgulho aumentou ainda mais ao saber que o Tcheco escreveu definitivamente seu nome na história do clube por ser o jogador que jamais perdeu uma partida no campeonato paranaense. Seu primeiro título em 2003 e o segundo em 2011 foram de formas invictas e dessa vez, a partida que o Coxa foi derrotado o Capitão estava suspenso. É uma bela marca e um símbolo de grande sorte, quer vencer: tenha o Tcheco em campo:
-É difícil falar que eu nunca perdi, porque faço parte do grupo e a gente perdeu em Arapongas. Mas de maneira individual é algo que ilustra a carreira de qualquer jogador e quando você para pensar vê quão bonito isso representa na história de um atleta. Eu estou extremamente feliz. Primeiro de ter comemorado o tricampeonato, onde eu comemorei o meu primeiro título paranaense
Nem parece que aquele dia começou errado, mas como diz o ditado: “Depois da tempestade surge o arco-iris”. Meu coração acelerava e o sorriso não saia do rosto, cada detalhe era lindo e merecido, saber que meu ídolo fazia parte daquilo é um sensação sem igual.
Tudo continuou com direito a camiseta comemorativa, Tcheco dando o troféu nas mais da torcida, o Leozinho vendo alegremente seu pai levantar a taça. Outra coisa que me trouxe grandes risadas foi a dança preparada antes de erguer o troféu. Como papel de líder o Tcheco desceu e simulando um maestro puxou a dança do “Eu quero tchu, eu quero tcha” misturando à coreografia o elenco fez a dança do “Chororô” em referências as manifestações do presidente do Atlético –PR:
-Foi a dança do chororô. Acho que eles precisam valorizar um pouquinho o trabalho, assim como eles também trabalham. Não dá para desvalorizar o trabalho nunca
Hoje o Tcheco falou sobre o título e sua marca, infelizmente com a aposentadoria anunciada ele irá parar, mas quer o título da Copa do Brasil. Falou ainda que cumpre seu papel de líder ao ajudar e mostrar aos mais novos como é bom escrever seu nome na história de um time, e isso ele sabe como ninguém fazer:
- O melhor de tudo é que conquistamos o tri e que possamos ir atrás do título da Copa do Brasil, que deixamos escapar no ano passado. Eu tento passar para os jogadores que entrar para a história de um clube nunca é fácil. Sou bicampeão duas vezes e explico para os mais novos que isso é muito bom para um início de trabalho na carreira
Esse título deu uma sensação de dever cumprido, o Tcheco está encerrando a carreira em alta, com uma medalha no peito e um troféu do armário. A torcida tem uma grande admiração por ele, ele tem um carinho imenso pelo clube. Fez mais uma vez seu trabalho da melhor forma possível, encantando a todo mundo com a mescla e raça, liderança e carisma. Quando vi aquele troféu sendo erguido ao céu, vi que aquilo que deu errado no início não seria suficiente para tirar o merecimento do Capitão. Por mais haja coisas injustas, sempre há um vestígio de justiça e humildade para aqueles que acreditam. Ontem foi assim e cpntinuará sendo, porque conforme as coisas vão ocorrendo tem-se a certeza que Tcheco é o nome da história, e a história tem nos reservado páginas TRI caprichosas!
Parabéns a todo elenco, torcida e comissão técnica a festa é de vocês e o Tcheco sempre TRI!!
Duas partidas, dois grande confrontos, rivais frente a frente, últimos jogos do Tcheco no Paranaense. O primeiro confronto já foi batalhado, e ficou para o segundo a grande decisão.
O placar por 2x2, foi bom de certa forma ao Coxa por jogar fora de casa, mas somente a vitória na próxima partida irá definir o vencedor. Já que o regulamento não conta saldo de gols.
O Tcheco mostrou-se mais uma vez digno de grandes decisões, entrou com cautela, mas sem abandonar a raça e a dedicação, fez o papel de líder e jogador experiente quando foi requisitado. Contudo, algo me deixou intrigada. O Tcheco não estava levando a braçadeira de capitão do braço, encontrei nesse fator o motivo do empate e não vitória do Coritiba. Brincadeiras a parte, mas realmente eu acredito que o Capitão merece mais que todos usar essa faixa, principalmente se o Coxa vencer. Afinal, ele é o maior líder e já se entregou profundamente a tudo que fez e está fazendo. Fica o recado para o Marcelo Oliveira, Tcheco como capitão!
Outro ponto que me chamou a atenção, foi uma cena em que o Tcheco e o Paulo Baier conversavam alegremente, como dois amigos e belos companheiros de profissão. Até o repórter brincou: “Aqui os dois professores dos outros jogadores”. Mesmo estando em uma grande batalha, com inúmeros fatores pesando nas costas, ele arranjaram espaço para a conversa e troca de sorrisos. Mostra que a rivalidade é algo bom, mas deve sempre haver o respeito das duas partes, rivais sempre, inimigos jamais. Aqui se percebe o grande exemplo dos dois profissionais às torcidas, que é possível conviver e também aprender com alguém do lado oposto, mesmo havendo grandes rivalidades. Afinal, nunca se sabe se os caminhos dessas duas vidas não podem se cruzar.
Os primeiros 90 minutos se passaram, agora é tudo no Couto Pereira. Domingo às 16 horas o compromisso está marcado. Quem vencer leva a taça. A torcida está grande, então pra cima deles Tcheco!